22.12.11

IBGE afirma que 6% da população brasileira vive em favelas

Segundo o IBGE, há 6.329 ocupações irregulares, com serviços públicos precários e problemas de urbanização, no país. A Região Sudeste concentra quase metade dos domicílios em áreas irregulares.

O IBGE divulgou, nesta quarta-feira (21), uma pesquisa que informa onde e como vive uma parcela expressiva da população brasileira. São quase 12 milhões de pessoas morando em áreas sem infraestrutura, como favelas e palafitas. Os dados se baseiam nos números do Censo de 2010.

No Brasil, há 6.329 ocupações irregulares, como favelas, palafitas ou qualquer outro tipo de área invadida, com serviços públicos precários e problemas de urbanização.

O IBGE informou que não comparou os dados com censos anteriores porque fez mudanças na metodologia. Mas ao observar os índices, é possível constatar que quase dobrou o número de moradores destas áreas: de 6,5 milhões, no Censo de 2000, para quase 11,5 milhões. O aumento desta população foi oito vezes maior do que nas outras áreas do país.

A Região Sudeste concentra quase metade dos domicílios em ocupações irregulares. E a maioria deles fica na Região Metropolitana do Rio de Janeiro e de São Paulo.

O Rio de Janeiro é a cidade brasileira que concentra o maior número de pessoas vivendo em favelas. São mais de 1,3 milhão de moradores nessas áreas. Como acontece na maior parte do país, as ocupações irregulares cresceram perto de regiões com maior oferta de trabalho. O desafio tem sido garantir o acesso aos serviços públicos.

No país, quase 33% destes domicílios não têm sistema de esgoto considerado adequado. E 12% ainda não contam com abastecimento de água. Mas a maioria das casas tem energia elétrica.

A favela da Rocinha, a maior do país, mostra o quanto ainda há por fazer. Fernando sabe o sufoco que é caminhar entre becos e vielas. “Imagina se eu fosse mais velho ou tivesse alguma deficiência? O abastecimento de água é coisa mágica, nunca se sabe quando tem ou quando não. Quando chove, o esgoto corre junto com a calçada”, conta.

Marituba, no Pará, tem quase 80% dos moradores em áreas irregulares, sem infraestrutura.

“O conhecimento dessa diversidade é de grande importância para a execução de políticas públicas. Áreas cuja deficiência maior é a de acessibilidade, outras áreas cuja deficiência maior são de serviços básicos, de abastecimento de água, esgoto.”, avalia Cláudio Stenner, gerente do IBGE.

Cerca de 8,4% dos moradores dessas ocupações irregulares são analfabetos. Essa taxa é o dobro da registrada nas demais áreas urbanas.

Fonte: g1

Nenhum comentário:

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...