8.1.11

Uma Rio de Janeiro sem violência e as UPP's


Desde sempre ouvimos falar sobre a violência no Rio de Janeiro.

Muitos analistas davam o problema como sem solução devido a grande corrupção do país e o grande poder dos grupos criminosos que dominam as favelas e outros afirmavam que falta vontade política para acabar com o problema, porém, ele não era combatido porque muitas autoridades lucravam com o crime.

O tempo e os acontecimentos (invasão do Morro do Alemão) pela polícia mostrou, na minha opinião que os segundos estavam certos.


Ora, o que assistimos é que os criminosos não são tão fortes assim como alguns diziam, assistimos uma fuga em massa sem quase nenhuma resistência.

Vimos alguns foragidos da polícia de anos serem presos almoçando tranquilamente em casa e não oferecendo nenhuma resistência.


Fica a pergunta no ar: Por que só agora foram realizadas estas ações?


O Brasil precisa mostrar para o mundo uma imagem de país pacificado. É fato que as críticas externas sobre a violência no país tomaram os noticiários do mundo.
Uma Copa do Mundo e Olimpíadas ajudam muito.

Só acho uma pena terem que acontecer eventos internacionais para que ações que acabem com a violência e não apenas amenizem como aconteciam no passado fossem colocadas em prática.


Se a educação, a segurança e a distribuição de renda no país, entre outras coisas básicas fossem realmente levadas a sério nem sequer precisariamos tomar medidas nestas proporções sem falar nas milhões de vidas inocentes que foram consumidas durante a história devido ao descaso das elites brasileiras.


Ainda ha muito por fazer e ainda estamos longe de ter uma Rio de Janeiro e país realmente pacificado.

Devemos, portanto, tomar muito cuidado com a mídia que já fala em um país pacificado depois das ações "milagrosas" no Morro do Alemão.


Ainda ha muito o que fazer, além das UPP's que vão se alastrar por todo o país, inclusive em Juiz de Fora, segundo notícia divulgada e investimentos do Governo Federal.


Unidade de Polícia Pacificadora, conhecida também pela sigla UPP, é um projeto da Secretaria Estadual de Segurança Pública do Rio de Janeiro que pretende instituir polícias comunitárias em favelas principalmente na capital do Estado, como forma de desarticular quadrilhas que antes controlavam estes territórios como estados paralelos.
Antes do projeto, inaugurado em 2008, apenas a favela Tavares Bastos, entre mais de 500 existentes na cidade, não possuía crime organizado (tráfico de drogas ou milícia).

A primeira UPP foi instalada na Favela Santa Marta em 20 de novembro de 2008. Posteriormente, outras unidades foram instaladas na Cidade de Deus, no Batan, Pavão-Pavãozinho, Morro dos Macacos, entre outras favelas. Em algumas delas, o crime organizado já foi totalmente expulso, enquanto em outras está em avançado processo de desmantelamento.


O programa tem sido bem avaliado por especialistas, no entanto vem sofrendo críticas devido ao fato de as comunidades que mais rapidamente têm recebido este serviço serem aquelas situadas próximas à Zona Sul, a mais rica da cidade, sendo uma forma de, portanto, reduzir a criminalidade nos bairros mais ricos, e não naqueles mais violentos, como deveria ser de se esperar.

A essas críticas, respondem as autoridades que a iniciativa de iniciar na Zona Sul do Rio essa operação, onde se situam favelas menores, é consequência da necessidade de maior efetivo policial para ocupar as favelas maiores, como o Complexo do Alemão.


Com muita saúde, educação, segurança com certeza seremos um país pacificado de fato, esperamos que não seja apenas um assunto a ser tratado antes e durante os eventos internacionais que acontecerão no país, mas por toda a vida para que possamos deixar um país mais humano para os nossos filhos e netos.


Luciano Costa

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