17.11.14

Trocar o chip da mente?

Deixar os maus hábitos e a cada dia se tornar uma criatura melhor é uma busca constante da sociedade desde os seus primórdios.

No meio técnico-científico tudo parece muito simples, porém, muitos hábitos continuam arraigados em nosso inconsciênte e por inúmeras vezes retornamos ao velho estado ao qual lutamos para nos livrar.

Somente nas propagandas e nos filmes de ficção podemos "trocar o chip" das pessoas. Temos que agradecer por felizmente não sermos como máquinas e podermos sentir, ainda que sejam os sentimentos ruins, eles fazem parte da "perfeita imperfeição humana" que torna a vida tão boa.

É por isso que se "tornar uma nova criatura" é algo utópico, um processo, uma busca constante que nunca tem fim.

Em inúmeras ocasiões reativamos nossos monstros que estão bem guardados em nosso inconsciente, que não é como um chip que pode ser trocado, mas como um grande baú velho que guarda todas as velhas vestimentas do baile a fantasia da existência.

Assim, podemos dizer que "somos o que fazemos para alterar o que somos" e o ser nada mais é do que um produto histórico, social e psicológico, um produto de toda a relação que temos com o espaço e todas as decisões tomadas ao longo da existência.

O ser é muito mais que o presente, "é toda a existência de uma vida e também a vida de uma existência", tudo está bem gravado no grande baú do nosso inconsciente e é um arquivo impossível de ser corrompido e que não pode ser formatado.

Muitas vezes, infelizmente voltamos a mexer no baú e libertamos nossos monstros, outras vezes os deixamos bem guardados e tomamos muito cuidado para que eles não despertem, porém, eles ainda estão lá.

A existência neste mundo requer responsabilidade, requer muito cuidado a fim de que sejamos moderados na criação de monstros da alma, afinal, não podemos deletá-los e nem trocar o chip.

" Que miserável homem que eu sou; quem me livrará do corpo desta morte.
As coisas que quero fazer eu não faço, as que eu não quero, isso sim eu faço." (Ap. Paulo)


Luciano Costa

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