20.11.10

Derrubando as árvores.

Os nativos das Ilhas Salomão, quando vão abrir uma nova área de plantio, não derrubam as grandes árvores com machado pois, para eles, demandaria muito esforço. Mas isso não signifique que essas árvores também não sejam mortas e retiradas. A solução encontrada por eles foi subir nas árvores e ficar em volta delas a gritar. Gritar e gritar e gritar. Gritam por dias contra a árvore. O grito, segundo eles, cria um sentimento de rejeição pela árvore. Tal sentimento, por dias, acaba por levar a árvore à morte e cai. Assim eles solucionam o problema de retirar também as grandes árvores do caminho.

Muitas vezes a pessoas pensam que se importam com as outras, porém, o importar na maioria das vezes não se traduz em ajuda concreta para sarar as feridas do outro. Aos "berros" e com palavras de desprezo derrubam aos poucos a autoestima e a alegria do seu semelhante.

Quem lida no dia-a-dia com pessoas, principalmente crianças passíveis de terem vários problemas de ordem social e psíquica tem uma responsabilidade muito grande com estes seres não devemos, portanto, enxergar as pessoas como grandes árvores ou obstáculos em nosso caminho, mas como seres necessitados de nosso amor e da compreensão que na correria pelo lucro e competição do mundo atual raramente encontram.

Para sermos educadores de verdade devemos andar na contramão desse sistema.

Pense nisso.

Luciano Costa

3 comentários:

Anônimo disse...

Acabei d assistir um filme indiano q cita essa historia...Chama-se "Estrelas da terra"Fique comovida e vim buscar mais informações na net...Encontrei seu Blog.
Parabéns!!

Anônimo disse...

Tenho um filho portador de sindrome de Asperger e, eu mesma, que tanto luto para que ele seja aceito no grupo, para que ele se integre, inúmeras vezes me pego aos berros e com aquela falta de paciência com ele em alguns momentos. Também assisti a este filme e chorei muito, porque vi meu filho diversas vezes através daquele menininho.
Apesar do sofrimento e da necessidade de atenção diferenciada nas escolas, infelizmente não é sempre que encontramos isto. Entretanto, quando vejo que ainda existem pessoas que se importam com esses pequenos, como é o caso do professor Luciano e de alguns professores que meu filho tem, respiro aliviada com a esperança de que tudo dará certo. Precisamos de mais pessoas como você. Obrigada

Anônimo disse...

Tenho um filho portador de sindrome de Asperger e, eu mesma, que tanto luto para que ele seja aceito no grupo, para que ele se integre, inúmeras vezes me pego aos berros e com aquela falta de paciência com ele em alguns momentos. Também assisti a este filme e chorei muito, porque vi meu filho diversas vezes através daquele menininho.
Apesar do sofrimento e da necessidade de atenção diferenciada nas escolas, infelizmente não é sempre que encontramos isto. Entretanto, quando vejo que ainda existem pessoas que se importam com esses pequenos, como é o caso do professor Luciano e de alguns professores que meu filho tem, respiro aliviada com a esperança de que tudo dará certo. Precisamos de mais pessoas como você. Obrigada

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