21.3.10

Os "monstros" da alma na sociedade moderna.


Imagine uma sociedade em que as pessoas se preocupassem principalmente com o viver, em colher o que a natureza oferece, em criar, plantar e pescar o que necessita para a vida, em que as pessoas vissem traços seu deus em todas as coisas e o cultuassem em agradecimento por tudo o que existe e assim pudessem viver sem as grandes inquietações dos dias atuais.

Um dia a maioria das sociedades já viveu desta forma.

Em certos aspectos, podemos perceber que o que chamamos de "evolução histórica" não passa de uma involução com aparência de evolução.

Ora, se o "progresso" não traz o nosso próprio bem estar como podemos estar então evoluindo?

A passagem do mundo das sociedades naturais para as sociedades modernas trouxe consigo grandes "monstros" que nos atormentam o tempo todo.

A pressão é enorme, desde a infância até a fase adulta, são escolhas e mais escolhas, pressões e mais pressões. Trabalho, família, escolha do que estudar, preocupações com o futuro, medo de ficar sozinho e perder os familiares, medo de andar pelas ruas, busca desenfreada por seguir os padrões de comportamento que a mídia nos "impõe", tentativas de estar enquadrado na moral do mundo de hoje, etc.

Toda esta involução humana pode até ter trazido alguns avanços tecnológicos que facilitam a nossa vida, porém, tem criado e amamentado os nossos monstros de todos os dias.

Não é em vão que hoje temos em alta os trabalhos de psicólogos e psiquiatras, aqueles que tentam colocar através de terapias os panos quentes necessários para as chagas abertas pelo atual sistema-mundo.

Percebemos facilmente uma geração de neuróticos e psicóticos, o que tende a aumentar com o tempo, depressões, síndrome do pânico e até mesmo muitos surtados são fruto deste modo de vida que a sociedade moderna assumiu.

Não cultuamos a vida como em tempos passados e achamos todas as coisas sem graça. Na era da informação tudo perde o seu valor rapidamente, o que inclui também as pessoas, o que causa a grande relativização dos relacionamentos sejam de amizade, amorosas, familiares, entre outras. No trabalho já não ha colaboração mas a concorrência e os ciúmes.

O que fazer para mudar estas coisas? Nada possui uma receita pronta como um bolo, cada caso é um caso, porém, o que eu percebo é que muitos necessitam viver em paz e para isso é necessário se libertar das complexidades da vida.

Uma vida que assume responsabilidades e busca antes de mais nada agir conforme a sua própria consciência, fazendo o que gosta e tem estas coisas como sadias é um princípio que muitos precisam assumir.

Desta forma o "deixa a vida me levar" é uma grande sabedoria, a simplicidade de não levar tão a séria a complexa vida que a sociedade moderna nos impõe é outro grande princípio.

A vida só tem sentido se for bem vivida. Sem isso procuraremos em vão o sentido da vida por uma única via, muitos procuram as religiões, e se frustram da mesma forma, já que a existência emana vida e tudo pode ser vida ou morte, depende de como vivemos.

Este texto é uma espécie de testemunho pessoal visto que pude experimentar tal simplicidade.

Luciano Costa

Um comentário:

SMM disse...

oi veja o meu blog de síndrome do pânico, obrigado.

http://sindromemm.blogspot.com

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