3.2.10

Haiti: Um terremoto de interesses

Todos temos acompanhado o grande sofrimento dos moradores deste país provocado pelos abalos sísmicos que levaram grande destruição.

Muitos haitianos e pessoas de outras nacionalidades incluindo brasileiros foram mortos na tragédia.

O Brasil encabeça a "missão de paz" da ONU no Haiti já que o país sofreu e sofre por muitos anos, tanto na luta pela independência como nas guerras civis que se alastraram por décadas em uma luta pelo poder.

O Brasil busca se mostrar eficiente e tentar conseguir o que almeja, uma cadeira de membro efetivo no Conselho de Segurança da ONU, para isso busca mostrar sua influência e liderança na região, além de emprestar dinheiro para o F.M.I e outras ações de "puxasaquismo" político.

O certo é que estas ações não trazem nenhum benefício para a população brasileira já que acontecem perdas humanas e de milhões que são investidos na tal "missão de paz", enquanto isso no Brasil os problemas sociais se multiplicam e podemos dizer que vivemos em uma constante guerra urbana que mata, rouba e destrói diariamente grande parte da população e do território brasileiro. Somos vítimas não só da violência mas também das catástrofes naturais como as grandes tempestades e enchentes que trazem grandes estragos para cidades sem estrutura básica para suportar tanta água.

Enquanto isso, milhões vão para o exterior e gastos com olimpíada e copa do mundo, eventos que não trazem nenhum desenvolvimento social.

Nem mesmo o Haiti é beneficiado já que recebe algumas migalhas que não vão resolver o problema do país, sem falar que anos de acupação das tropas da ONU lideradas pelo Brasil não trouxeram nenhum desenvolvimento social para o país, pelo contrário, fazem papel de "polícia militar" ou "guardas municipais" e o pior de tudo é que sequer podem dar um tiro em criminosos já que a "missão de paz" é responsável por "manter a paz" e não estabelecer a paz.

Na verdade o miserável Haiti nunca viveu em paz já que os problemas sociais são multiplos e a verdadeira paz vai muito além de não ser morto ou roubado. E no Brasil, com a constante guerra urbana que vivemos, temos paz?

Enquanto isso o imperialismo se aproveita da situação do Haiti e começa a se mexer para que aquele país seja "anexado" como a mais nova "colônia", investirá bilhões na reconstrução e implantará empresas que visam o controle efetivo da região. O passado mostrou que um país instável como é o caso do Haiti pode ser palco de revoluções sociais e anti-imperialistas como foi a cubana que também se localiza "no quintal" dos EUA.

A meu ver, além do terremoto causado por forças naturais o Haiti continuará enfrentando o "terremoto de interesses" que se apóia em condição miserável.

Luciano Costa

Um comentário:

Geógrafo disse...

Terremoto por causas naturais ou provocado?

Na esteira da catástrofe haitiana, Hugo Chávez faz uma declaração polêmica, que gerará contraditórios e piadas, mas também muitas suspeitas. Chávez citou um relatório preparado pela Frota Russa do Norte e disse que o "terremoto experimental dos EUA devastou o país caribenho".

Em um comunicado divulgado na rede estatal de televisão venezuelana Vive, o presidente venezuelano, Hugo Chávez, afirmou que "o sismo do Haiti foi um claro resultado de um teste da Marinha americana" com "uma de suas armas de (provocar) terremoto". Chávez citou um relatório preparado pela Frota Russa do Norte e disse que o "terremoto experimental dos EUA devastou o país caribenho", informa o jornal espanhol ABC.

A Frota do Norte, segue o texto, "monitorou os movimentos e as atividades navais americanas no Caribe desde 2008, quando os EUA anunciaram sua intenção de restabelecer a Quarta Frota, dissolvida em 1950".

O relatório citado por Chávez compara, ainda, "o teste de duas destas armas de terremoto" realizados na semana passada pela Marinha americana. A experiência feita no Pacífico provocou um terremoto de magnitude 6,5 em Eureka, na Califórnia, sem vítimas, "enquanto o teste realizado no Caribe provocou a morte de pelo menos 140 mil inocentes", diz o documento.

Segundo indica o texto russo, "é mais que provável" que Washington "tivesse conhecimento total do catastrófico dano que este teste de terremoto poderia ter sobre o Haiti e por isso posicionou seu comandante do Comando Sul, o general P.K. Keen, na ilha para supervisionar os esforços de ajuda, caso fossem necessários.

Em relação ao objetivo de Washington com os testes, Moscou e Caracas afirmam que "no resultado final dos testes destas armas está o plano dos EUA da destruição do Irã através de uma série de terremotos pensados para derrubar seu atual regime islâmico".

Por fim, o governo de Chávez denuncia que "o Departamento de Estado, Agência Americana de Cooperação para o Desenvolvimento Internacional (USAID) e o Comando Sul dos EUA começaram a invasão humanitária ao enviar pelo menos dez mil soldados e empreiteiros para controlar, no lugar da Organização das Nações Unidas, o território haitiano após o devastador terremoto experimental".

Fonte: http://www.brasilwiki.com.br/noticia.php?id_noticia=19893

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