18.12.09

COP-15 - Final: Discussões sem grandes soluções ou avanços.

Ao final da conferência em Copenhague tudo ocorreu conforme eu já havia dito em postagens anteriores, os líderes mundiais não chegaram a lugar algum e nada se resolveu.

Em recado direto aos países desenvolvidos, Lula cobrou que o financiamento para os países pobres deixe de ser "tímida promessa ou miragem" e pediu metas claras de corte de emissões dos países desenvolvidos.

"Podemos ser todos perdedores", alertou o presidente sobre o risco de não se chegar a um acordo em Copenhague.

Além dos cortes de 40% até 2020, Lula defendeu ações imediatas para evitar que o aumento da temperatura global ultrapasse 2ºC.

Responsabilidade

Lula afirmou que os países em desenvolvimento também têm responsabilidade de contribuir no combate às mudanças climáticas, desde que auxiliados, mas lembrou que "mesmo na ausência de contribuições", muitos já apresentaram propostas dos países ricos.

A principal mensagem do presidente brasileiro, entretanto, foi dirigida aos líderes dos países industrializados que participarão da conferência em Copenhague.

"Não há lugar para conformismo. É preciso assumir metas à altura da responsabilidade histórica e da ameaça que a mudança climática representa", disse Lula.

"A convenção (do clima) estabelece a obrigação de apoio financeiro e tecnológico."

O líder destacou a fragilidade dos países pobres "que já sentem os efeitos da mudança do clima" e aproveitou para defender a manutenção do Protocolo de Kyoto, que vence em 2012, mas cuja extensão está sendo negociada em Copenhague.

"(Ele) não pode ser substituído por instrumentos menos exigentes", afirmou Lula.

Brasil

Diante da plenária, Lula listou as ações de seu governo no combate à mudança do clima, entre elas, a recente aprovação no Congresso da lei que prevê a redução das emissões do país entre 36,1% e 38,9% até 2020.

"Isso custará ao país US$ 16 bilhões por ano", disse. "Não é uma proposta para barganhar. É um compromisso.”

Em seu discurso, Lula defendeu praticamente todas as questões que o Brasil vem negociando na reunião.

Entre elas, o uso limitado de mecanismos de mercado para financiar ações de combate ao clima. O Brasil resiste a um uso mais amplo de créditos de carbono para pagar ações como Redd (redução de emissões por desmatamento e degradação) e outros.

Já o presidente do maior poluidor mundial (EUA) também não saiu do discurso e disse que deve ser feito algo em prol do ambiente, porém ficou no discurso, de forma semelhante ao seu antecessor (Bush), o Bush em pele negra (Obama) repetiu o discurso do governo norte americano ao rejeitar o Protocolo de Kyoto, afirmando que os EUA não vão propor nenhuma medida para cortar os poluentes lançados na atmosfera, em outras palavras "a economia norte americana é mais importante do que as questões climáticas e a vida no planeta Terra."

É o que eu já dizia em postagens anteriores, diante das "ações" deste atual governo não poderíamos ter grandes expectativas já que é o continuismo da política norte americana de décadas e não ha nada de novo neste governo.

Leia o que foi publicado sobre conferências internacionais sobre o ambiente:

Tratados internacionais sobre o ambiente

Barack Obama ganha prêmio Nobel da Paz

Gastos com a guerra e com o clima

A "paz" e a "esperança" sangrentas de Obama

Luciano Costa

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