16.12.09

Cinco cidades concentram 25% do PIB brasileiro

Cinco cidades do país - São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte e Curitiba-- continuaram concentrando, em 2007, cerca de 25% do PIB (Produto Interno Bruto) do país, segundo levantamento do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), divulgado nesta quarta-feira. Em 2006, o cenário era semelhante, sem alteração na ordem das cidades com os maiores PIBs.

Os dados apontam que 34,4% da riqueza foi produzida nas capitais brasileiras. Desse total, 19,4% coube à região Sudeste; 5,1% foram relativos ao Centro-Oeste; 4,5% ao Nordeste; 2,9% ao Sul, e 2,5% à região Norte.

A concentração fica ainda mais evidente se for levado em consideração que metade do PIB foi gerado por 50 cidades. Ao mesmo tempo, 1.342 municípios com as menores economias do país responderam, juntos, por até 1% do PIB.

Se comparado ao verificado em 2003, constata-se que houve pouca alteração neste quadro. Naquele ano, cinco municípios agregavam 25% do PIB, e 54 cidades eram responsáveis por metade da renda gerada.

Participação

São Paulo continuou liderando a geração de riquezas no país, concentrando 12% do PIB, proporção praticamente semelhante aos 11,9% verificados em 2006.

Rio de Janeiro vem em seguida, com 5,2% do total do PIB, ante 5,4% verificados no ano anterior. Brasília (3,8%), Belo Horizonte (1,4%) e Curitiba (1,4%) completam a lista dos municípios com maior participação no PIB nacional.

Na região Norte, os sete municípios de maior PIB agregavam, aproximadamente, 50% do total da região. No Nordeste, os 21 municípios no topo do ranking representavam metade do PIB. No Sudeste, 13 representavam condição semelhante, e no Sul, são 27 cidades que representam metade do PIB da região.

Brasília agregava 42,4% do PIB do Centro-Oeste e, se retirarmos esse município do cálculo, eram necessários 16 municípios para agregar aproximadamente 50% das riquezas da região.

Ranking

No ranking das dez cidades com maior PIB do país em 2006, sete são capitais. A lista é liderada por São Paulo, acompanhada do Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte, Curitiba, Manaus, Porto Alegre, Duque de Caxias (RJ), Guarulhos (SP) e Campinas (SP).

Ainda de acordo com o IBGE, 10% das cidades com maior PIB geraram 24 vezes mais riqueza que os 50% dos municípios com menor PIB.

Entre as capitais, apenas Florianópolis não liderou a geração de riquezas em seu Estado. Em Santa Catarina, a liderança ficou com Joinville, que é a cidade mais populosa. Florianópolis representou apenas 6,8% do PIB do Estado.

Quadro bastante diferente do que é representado por Manaus, cujo PIB correspondeu a 81,9% do total do Amazonas. Em Roraima, Boa Vista representou 72,8% do PIB, patamar pouco acima do verificado no Amapá, onde 63,3% do PIB ficou concentrado no Macapá.

O IBGE revela que o Rio de Janeiro vem reduzindo a dependência da capital de forma significativa ao longo dos anos, embalado pelo desenvolvimento econômico do Norte Fluminense. Em 2007, o PIB gerado pela cidade do Rio de Janeiro representou 46,5% do total do Estado.

Em 2003, a capital fluminense era responsável pela geração de 50,9% do total de riquezas do Estado. Em 2006, no entanto, o PIB da capital significava 46,5% do total.

O menor PIB do país foi constatado em Olho D'Água do Piauí (PI), antecedido por São Luis do Piauí (PI), Areia de Baraúnas (PB), São Miguel da Baixa Grande (PI) e Santo Antônio dos Milagres (PI).

Fonte: Folha online

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Segundo os números apresentados e as estatísticas das últimas décadas houve um declínio da concentração industrial e consequente expansão para outras regiões do país onde o custo de produção é mais barato para as empresas. Isso tem influenciado também nos números do PIB.

É interessante notar que municípios que apresentaram crescimento do PIB não tiveram acompanhados grandes avanços na questão social, isto ocorre porque o PIB é uma média, o somatório geral de toda a riqueza produzida no país onde uma grande fatia é produzida pelas grandes corporações privadas que se apropriam da mesma o que gera grande desigualdade e traz benefícios a poucos brasileiros.

Grande parte dos números divulgados são fruto da exploração do potencial produtivo brasileiro por empresas multinacionais que se apropriam dos lucros e na maioria dos casos não possuem um compromisso social com o país.

Isso torna os números divulgados por estas estatísticas meras estatísticas que não tem valor algum já que não condizem com a realidade da produção realmente nacional que poderia trazer algum desenvolvimento.

Luciano Costa

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