19.9.09

O fantasma da Guerra Fria ainda ronda o mundo.


Em notícias divulgadas nesta semana os EUA desistiram da implantação de um escudo antimísseis na europa, mais precisamente na Polônia e República Tcheca que supostamente serviriam para prevenção contra supostos mísseis de longa distância iranianos.

Por outro lado, a Rússia também divulgou que desistiu de posicionar mísseis no enclave de Kaliningrado, território russo que fica entre a Polônia e a Lituânia já que havia cogitado esta possibilidade por sentir a sua soberania ameaçada caso o escudo norte americano fosse realmente instalado.

Segundo algumas fontes existe a possibilidade de haver um acordo secreto entre as duas maiores potências militares do mundo o que foi negado por ambas perante a imprensa mundial.

“Espero que vocês entendam nossa lógica. Se existirem radares e mísseis na Polônia e na República Checa, temos que fazer alguma coisa como resposta militar. Se não existirem radares e mísseis na Polônia e na República Checa, então não precisamos dar uma resposta”, disse Rogozin (Embaixador da Rússia na OTAN).

As relações entre a Rússia e a Otan chegaram a melhorar após o fim da Guerra Fria, mas ficaram estremecidas após o avanço da aliança sobre países do antigo bloco soviético e depois do conflito entre Rússia e Geórgia, no ano passado.

Também nesta sexta-feira, o primeiro-ministro russo, Vladimir Putin, elogiou a decisão dos Estados Unidos de cancelar a instalação de bases na Europa oriental, o que classificou como uma medida “correta e corajosa”.

Enquanto isso na América Latina a Colômbia apóia a implantação de bases norte americanas com a desculpa de que seria para defesa contra o narcotráfico, o que é rebatido e visto com olhares de desconfiança por líderes nacionalistas como o presidente da Venezuela Hugo Chávez, Evo Moralez da Bolívia e Rafael Correa do Equador.

A Venezuela já faz anúncios de alianças militares inclusive com a Rússia a fim de manter a soberania nacional e se proteger no caso de uma investida militar dos norte americanos.

A América Latina corre o risco de assistir a uma grande militarização o que poderia levar a conflitos grandiosos e grandes destruições na região tudo apoiado pelos interesses das grandes potências, o que nos remete as várias décadas de Guerra Fria onde todos os continentes viviam em constante tensão e as potência buscavam apoiar guerras a fim de defender seus interesses.

Como podemos perceber a Guerra Fria terminou apenas nos livros de história já que o risco é constante principalmente devido a reconstrução da economia russa que passa a buscar novamente o seu espaço de potência econômica no mundo. Com um vasto território e uma densidade demográfica baixa os gastos públicos são baixos e as possibilidades de crescimento enormes na nova realidade de um mundo quase totalmente capitalista.

A China sua vizinha também é um país em grande expansão e segundo prognósticos também poderá ser alvo de atenção internacionais.

Com o mundo altamente militarizado e com alianças militares e políticas diferentes em áreas próximas podemos dizer que o risco de uma guerra de proporções gigantescas é grande.

O fantasma da Guerra Fria continua a vagar pelo mundo.

Luciano Costa

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