7.9.09

O dia da "independência" em JF e o grito dos dependentes oprimidos.


O Dia da Independência foi marcado pela ausência do desfile cívico-militar em Juiz de Fora, por precaução contra a gripe suína. Mas outra manifestação chamou a atenção de quem passou pelo centro da cidade esta manhã. Moradores de rua, catadores de papel e organizadores do Grito dos Excluídos, reivindicam a retomada das obras do Restaurante Popular.

No cardápio, café com leite e pão com manteiga. Moradores de rua e catadores de material reciclável se juntaram aos organizadores para o Grito dos Excluídos. A manifestação acontece sempre no dia 7 de setembro. Este ano, sem o desfile cívico-militar, o encontro foi em frente ao local onde seria construído o Restaurante Popular de Juiz de Fora. Mas, segundo os manifestantes, a obra está parada há dois anos.

Moacyr Peixoto é cidadão de rua e também um dos que sentem a falta de uma alimentação barata e balanceada.

Este ano o Grito dos Excluídos se estendeu pela Semana da Independência com assuntos polêmicos a serem debatidos até a quinta-feira (10), como privatizações e as condições de moradia na cidade.

A Assessoria de Comunicação da Prefeitura de Juiz de Fora confirmou que a verba do Governo Federal destinada ao restaurante está disponível até abril de 2010. Enquanto isso, a Secretaria de Planejamento e Desenvolvimento Econômico, estuda como o poder público poderia administrar o funcionamento do restaurante, com preços populares.


Fonte: Megaminas

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Independência de fato, em um país como o Brasil seria vivermos em um país realmente democrático e cidadão, algo real e não somente utópico como tentam fazer com que acreditemos que tudo está bem.

Vivemos em um espaço extremamente ideologizado, onde os fins justificam os meios, daí as classes dominantes não se preocuparem nem um pouco em criar "falsas-verdades", tão bem feitas que enganam até mesmo a si.

Ora, quem sofre tem pressa!

Enquanto a prefeitura faz estudos e mais estudos sobre o restaurante popular em Juiz de Fora alguns pais de família que ganham seu mísero salário mínimo trabalham famintos já que até mesmo a marmita que levam de casa pode fazer diferença na alimentação do resto da família.

Sem falar na fome endêmica já que dificilmente um assalariado que possui uma grande família vai poder alimentar adequadamente todos os seus entes.

Infelizmente, para a atual prefeitura a prioridade é fechar contratos milionários e duvidosos como o aterro sanitário e do aluguel de caminhões do lixo.

O detalhe é que a verba está liberada pelo governo federal e se não for utilizada em tempo poderemos perdê-la.

O que comemorar neste dia? Acho os desfiles uma baita mentira e chega a ser uma representação grotesca de uma realidade que só existe para uma minoria.

No Brasil quem é de fato independente?

Além de sofrermos várias influências externas (exploração pelo capital estrangeiro principalmente através das multinacionais que em nada se preocupam com a questão social) e copiarmos porcamente o neoliberalismo de outros países sem prestar quase nenhum assistencialismo aos necessitados.

Nem mesmo em termos militares somos independentes e não podemos fabricar nossas próprias armas nucleares pois sofreríamos sanções das potências mundiais.

Passamos em mais de quinhentos anos de "colônia a colônia".

Sem falar na própria desigualdade interna, onde existem claramente os opressores e os oprimidos, onde os primeiros são mais livres e mais iguais do que os segundos.

Somente quando a "DEMO-cracia" se transformar em democracia de fato haverá o que comemorar e seremos de fato livres.

Falo de uma democracia cidadã e não em liberalismo já que nos discursos atuais o mundo desenvolvido considera como sinônimos esta expressão, outra grande mentira!

Quem não grita não é escutado, e o "grito dos excluídos" em JF pelo menos já trouxe algumas questões para o debate, o que já é um bom começo.

Luciano Costa

Um comentário:

Anônimo disse...

MINHA ÚNICA INDEPENDÊNCIA HOJE FOI DO MEU TRABALHO, VALEU PELO FERIADÃO, SÓ ISSO.

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