19.9.09

As chuvas ácidas

Fenômeno nocivo tem atividade humana como principal causa

Um dos grandes problemas ambientais do mundo atual é a chuva com alta concentração de ácidos em sua composição, conhecida como chuva ácida. Os principais agentes naturais responsáveis pela produção de gases lançados na atmosfera e que provocam a chuva ácida são os vulcões e os processos biológicos que ocorrem nos solos, pântanos e oceanos.

No entanto, as atividades humanas são os principais agentes causadores dos gases poluentes que causam a chuva ácida. O maior exemplo é a ação das indústrias, das usinas termoelétricas e dos veículos de transporte que utilizam combustíveis fósseis, como o petróleo e o carvão.

O termo chuva ácida foi usado pela primeira vez por Robert Angus Smith, químico e climatologista inglês, em 1852. A expressão foi usada para descrever a precipitação ácida que ocorreu sobre a cidade de Manchester no início da Revolução Industrial.

A água da chuva já é naturalmente ácida devido a uma pequena quantidade de dióxido de carbono dissolvido na atmosfera. Quando não é natural, a chuva ácida é provocada principalmente pela ação das fábricas e dos carros que queimam combustíveis fósseis, como o carvão e o petróleo.

Ao queimar combustíveis fósseis, os automóveis e as indústrias liberam na atmosfera um grande número de poluentes. Dessa poluição um pouco se precipita, depositando-se sobre o solo, as árvores, monumentos etc. Outra parte circula na atmosfera e mistura-se com o vapor de água.

Tais poluentes reagem com a umidade do ar e a luz solar, criando substâncias altamente ácidas, como o ácido sulfúrico, o ácido nítrico e o ácido muriático. As gotas de chuva acabam levando esses ácidos para rios, lagos e florestas, tornando o solo e a água impróprios para a vida.

Por causa do vento, a precipitação pode ocorrer a centenas de quilômetros do local onde os poluentes foram liberados. Ou seja, as chuvas ácidas podem cair a grandes distâncias das fontes poluidoras, prejudicando outros países.

As regiões mais afetadas pela chuva ácida são as que apresentam maior grau de industrialização, como Europa, América do Norte e Ásia.

No Brasil, os trechos de mata atlântica que recobrem a Serra do Mar nas proximidades de Cubatão, no litoral de São Paulo, e a floresta da Tijuca, no Rio de Janeiro, já sofreram efeitos da chuva ácida. Alguns trechos foram parcialmente destruídos, tornando-se necessário reflorestar os locais para que os solos não ficassem expostos à ação do clima, com o risco de causar deslizamentos de terra.

Nos últimos anos, o consumo mundial de combustíveis fósseis quadruplicou e continua a aumentar. Os subprodutos da combustão desses materiais nas indústrias e nos automóveis agregam-se com a umidade e o oxigênio da atmosfera, formando os poluentes. Estes, ao serem dissolvidos na chuva, caem no solo sob a forma de chuva ácida.

Com o aumento da poluição atmosférica, a acidez da chuva tornou-se mais acentuada, a tal ponto que as precipitações se converteram em grande ameaça para florestas, colheitas e numerosas fontes de água doce.

Além do dano causado aos lagos e rios, e a destruição de florestas e colheitas, a chuva ácida tem também efeito corrosivo para os monumentos, paredes de casas e edifícios, estátuas, veículos, turbinas hidrelétricas etc.

Algumas medidas que podem atenuar a formação de chuva ácida são: economia de energia, uso de transporte coletivo (diminuindo-se o número de carros, também diminui a quantidade de poluentes), uso de fontes de energia menos poluentes, utilização de combustíveis com baixo teor de enxofre e purificação dos escapamentos dos veículos, entre outras.

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