7.8.09

Lei das sacolas plásticas em JF e o grande problema do lixo.

Sacolas plásticas deverão ser substituídas por produtos biodegradáveis ou reutilizáveis

A lei que proíbe o uso de embalagens plásticas no comércio e também na indústria foi sancionada pelo prefeito Custódio Mattos na última terça-feira, dia 4. Os estabelecimentos terão prazo de três anos para substituírem as sacolas plásticas por produtos biodegradáveis ou reutilizáveis.

O presidente da Associação pelo Meio Ambiente de Juiz de Fora (AMA/JF), Theodoro Guerra, aprova a medida. "As sacolas plásticas comprometem a qualidade de vida. Tornou-se um hábito da população reutilizá-las para o armazenamento do lixo. É comum vermos as sacolas voando e entupindo os bueiros."

Conforme a lei, as empresas que continuarem utilizando sacolas plásticas após o prazo de três anos serão notificadas. Será dado um prazo de 30 dias para adequação à regra depois da notificação. Se o problema se mantiver, os estabelecimentos poderão receber multa no valor de R$ 500 ou, em caso de reincidência, de R$ 1 mil. O local notificado também poderá sofrer interdição e ter o alvará de localização e funcionamento cassado.

Desenvolvendo a consciência de preservação ambiental

Há um ano e oito meses, uma rede de supermercado de Juiz de Fora lançou como alternativa ecologicamente correta sacolas de tecido de algodão. O artigo é vendido por R$ 1,99. Segundo o gerente de marketing, Nelson Júnior, o valor foi imposto não para dar lucro, mas para, além de desenvolver a consciência de preservação do meio ambiente, ajudar instituições filantrópicas. A ideia tem tido boa repercussão, tanto que já foram lançados mais dois modelos de sacolas retornáveis.

Com a nova lei, Júnior afirma que a empresa ainda vai estudar o produto ideal para substituir as sacolas plásticas. Ele acredita que se trata de uma quebra de costume e que o consumidor terá que mudar os hábitos. "Defendo uma campanha para esclarecer que as sacolas plásticas são as grandes vilãs do meio ambiente."

Oportunidade de negócio

Disponibilizar no mercado artigos para substituir as sacolas plásticas pode ser uma boa oportunidade de negócio para os empreendedores. De olho neste filão, a proprietária de uma marca de bolsas da cidade, Gaby Gonçalves, já pensa em desenvolver um produto mais simples para que as pessoas possam carregar as compras de supermercado.
Ela também prepara para lançar na loja um modelo de bolsa retornável. "Será para os clientes.


Quando uma mercadoria for adquirida, o cliente leva a bolsa para casa. Se voltar na loja para a próxima compra com ela, ganhará um desconto", explica.

Trabalhar de forma ecologicamente correta já era uma preocupação de Gaby antes mesmo de a lei ser sancionada. Ela comprou sacolas biodegradáveis para embalar os produtos da marca. A empresária também optou por decorar a loja com materiais recicláveis e utiliza como principal material para seus produtos a lona de caminhão usada. Gaby pondera, entretanto, que os custos de se trabalhar com esta consciência são maiores.

Fonte: Acessa.com

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Já estava na hora de se tomar medidas drásticas em favor do ambiente que tem gemido nos últimos tempos com o emprego de várias tecnologias, maior consumo e consequente crescimento da degradação do ambiente.

Esta é uma tendência nacional e que também já está em andamento em São Paulo, Juiz de Fora está de parabéns com esta medida.

Tempo de decomposição dos elementos:


Cascas de frutas - de 1 a 3 meses

Papel - 03 a 06 meses

Pano - de 6 meses a 1 ano

Chiclete - 05 anos

Filtro de cigarro - de 05 a 10 anos

Tampa de garrafa - 15 anos

Madeira pintada - 15 anos

Nylon - mais de 30 anos


Sacos plásticos - de 30 a 40 anos

Lata de conserva - 100 anos

Latas de alumínio - 200 anos

Plástico - 450 anos

Fralda descartável - 600 anos

Garrafas de vidro - Indeterminado

Pneu - Indeterminado

Garrafas de plástico (pet) - Indeterminado

Borracha - Indeterminado

Vidro - 1 milhão de anos

A poluição constante das águas do rio, do solo e do ar está causando muitos efeitos nocivos à nossa saúde e ao meio Ambiente. Muitos materiais podem ser reaproveitados. O plástico, vidro, papel e metais, podem ser reciclados e transformados em produtos novos, com um custo bem mais baixo ao consumidor.
Por isso, prefira sempre adquirir produtos em embalagens recicláveis. Elas economizam energia elétrica, poluem menos e utilizam menos recursos naturais não renováveis para a sua fabricação.


Na natureza todas as plantas e animais mortos apodrecem e se decompõe. São destruídos por larvas minhocas, bactérias e fungos, e os elementos químicos que eles contém voltam à terra. Podem ficar no solo, nos mares ou rios e serão usados novamente por plantas e animais. É um processo natural de reutilização de matérias. É um interminável ciclo de morte, decomposição, nova vida e crescimento. A natureza é muito eficiente no tratamento do lixo. Na realidade, não há propriamente lixo, pois ele é novamente usado e se transforma em substâncias reaproveitáveis.

Enquanto a natureza se mostra eficiente em reaproveitamento e reciclagem, os homens o são em produção de lixo.

Os ciclos naturais de decomposição e reciclagem da matéria podem reaproveitar o lixo humano. Contudo, uma grande parte deste lixo sobrecarrega o sistema. O problema se agrava porque muitas das substâncias manufaturadas pelo homem não são biodegradáveis, isto é não se decompõe facilmente. Vidros , latas e alguns plásticos não são biodegradáveis e levam muitos anos para se decompor. Esse lixo pode provocar a poluição.

A reciclagem do lixo assume um papel fundamental na preservação do meio ambiente, pois, além de diminuir a extração de recursos naturais ela também diminui o acúmulo de resíduos nas áreas urbanas. Os benefícios obtidos são enormes para a sociedade, para a economia do país e para a natureza. Embora não seja possível aproveitar todas as embalagens, a tendência é que tal possibilidade se concretize no futuro.

O tratamento do lixo doméstico no Brasil é realmente uma tragédia, 76% dos 70 milhões de quilos produzidos por dia, são lançados a céu aberto, 10% em lixões controlados, 9% para aterros sanitários e apenas 2% é reciclado. A realidade está mudando, hoje as pessoas que pensam um pouco mais neste planeta recorrem a alternativas que podem minimizar esta situação caótica. Pressione as prefeituras para adotarem a coleta seletiva como alternativa.

Reduzir, Reutilizar e Reciclar são as palavras “da hora”.

Os catadores de papel que na maioria das cidades são marginalizados, na verdade contribuem com uma significativa parcela no processo de reciclagem dos materiais descartados nos grandes centros urbanos.

Perigos

Quando não recebe tratamento adequado, constitui um problema sanitário, transmitindo várias doenças como diarréias infecciosas, amebíase, parasitose, servindo ainda como abrigo seguro para ratos, baratas, urubus (que podem derrubar aviões), além de contaminar os lençóis freáticos através do chorume (liquido altamente tóxico que resulta da composição da matéria orgânica associada com os metais pesados)

Estatísticas O Brasil produz 241.614 toneladas de lixo por dia. 76% são depositados a céu aberto em lixões, 13% são depositados em aterros controlados, 10% são depositados em aterros sanitários, 0,9% são compostados em usinas e 0,1% são incinerados.

É importante salientar que o material orgânico compõe a maior parte do item "outros". Aproximadamente 53% deste total, é de restos de comida desperdiçada.

Além do que está sendo feito ainda ha muito o que fazer sobre esta questão.

Luciano Costa

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