17.7.09

Os "direitos" do trabalhador brasileiro.


Nos últimos dias a mídia noticiou sobre dois projetos de EC que tramitam no Congresso, se trata do projeto que propõe a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais e outra do presidente Lula que propõe estabilidade para os trabalhadores.

Sobre a primeira, o empresariado ao ser entrevistado se colocou totalmente contra o projeto (como era de se esperar), enquanto surge como uma expectativa de melhoria de condições de trabalho para o tão sofrido e espoliado trabalhador.

Na segunda proposta o trabalhador não poderia ser demitido sem justa causa, desta forma, o empregador não poderia despedir e contratar sem certas restrições e o trabalhador das empresas privadas teria uma certa estabilidade de trabalho.

Na contramão dos interesses da maioria da população (trabalhadores) estão aqueles que os representam através do voto de acordo com nossa "democracia" representativista e que dificilmente aprovarão estas propostas.

Ora, quem na verdade financia campanhas políticas com exorbitantes quantias é o empresariado e o os trabalhadores não são assiatidos já que ficam sem representatividade.

Os trabalhadores como é sabido, são a válvula de escape de toda e qualquer "crise", mesmo com grandes empresas recebendo bilhões em incentivos do governo federal as demissões em massa continuam acontecendo, enquanto os grandes lucros empresariais não diminuem.

Tais recursos poderiam ser empregados em uma seguridade social eficaz, diferentemente da legislação em vigor hoje no país, onde o trabalhador continua a receber migalhas sociais.

A luta histórica dos trabalhadores brasileiros, ainda sem uma grande revolução deve continuar já que até hoje recebe migalhas. Desde o início do séc. XX quando o trabalhador tinha jornadas de mais de 12 horas diárias sem nenhuma regulamentação até o governo Vargas quando recebeu algumas melhorias de acordo com a C.L.T., as condições ainda hoje são péssimas.

Na verdade, Vargas ao mesmo tempo tentava agradar tanto os trabalhadores quanto os empresários, muito mais o segundo grupo, o que nos leva a classificá-lo como "pai dos pobres" e ao mesmo tempo "mãe dos ricos". Se o presidente citado foi tão vangloriado por algumas poucas conquistas da classe trabalhadora é porque a situação antes dele era realmente deplorável.

Nos dias atuais tudo parece igual, ou até mesmo pior com a diminuição dos postos de trabalho devido a grandes revoluções tecnológicas, a diminuição dos salários devido ao grande "exército de reserva" (massa desempregada e excesso de mão-de-obra no mercado), neoliberalismo (não participação do governo na economia), o que não garante os serviços sociais básicos aos trabalhadores e outros favorecimentos ao grande capital e à acumulação de lucro.

Não existe (salvo em algumas raríssimas excessões) a participação nos lucros pelo trabalhador, onde este somente fica com todo o passivo das "crises", sem nenhuma garantia e a cada dia sem opções de lutar por melhores condições de trabalho. Enquanto isso aumenta a exploração e a acumulação de capital, gerando uma grande massa de excluídos assim como já existe a nível mundial onde os 200 homens mais ricos do mundo possuem mais dinheiro do que os 2.500.000.000 mais pobres, uma triste realidade.

A luta não pode parar!

Luciano Costa

Nenhum comentário:

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...