8.7.09

Arsenais nucleares do mundo


Esta semana Rússia e EUA assinaram um tratado para dimunuição dos arsenais nucleares, os números apresentados acerca da quantidade de ogivas que possuem é bem diferente daquele apontado por especialistas.
Esta redução é apenas virtual, já que mesmo com a redução apresentada, seria possível exterminar praticamente o mundo inteiro, em um momento em que as potências nucleares pressionam o mundo a fim de que não desenvolvam o artefato, utilizar a mídia e dizer que supostamente estão reduzindo o seu arsenal é uma estratégia a fim de manipular a opinião pública mundial.
Tratado de não proliferação nuclear:
É um acordo, fechado no ano de 1968, que divide as nações em dois blocos: sendo um lado constituído pelos Estados Unidos, União Soviética (atualmente Federação Russa), China, Reino Unido e França; do outro lado às demais nações, que devem comprometer-se a não tentar obter armas nucleares.
Os cinco estão do lado dos que venceram a II Guerra Mundial. Pelo TNP, os cinco podem manter suas armas atômicas, mas não transferia-las, nem repassar a tecnologia para sua fabricação, a nenhuma outra nação.
No entanto o acordo permite que os demais países desenvolvam a tecnologia nuclear somente para a geração de energia e outros fins pacíficos, sujeitando-se às inspeções da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).
Este tratado só veio entrar em vigor em 1970. Na esfera da TNP, as potências nucleares se comprometeram a avançar para o desarmamento nuclear, o que de fato não ocorreu.
Três países que não aderiram ao tratado se capacitaram para produzir armas nucleares, são eles: Israel, Índia e Paquistão. Por esse motivo desenvolvem armas atômicas fora do controle internacional.
Se a AIEA contata que um Estado desrespeitou o tratado, encaminha o caso ao Conselho de Segurança da ONU, sendo o único habilitado a tomar as medidas cabíveis para enfrentar o problema.
Desta maneira, formou-se o "clube nuclear", que busca manter o mais restrito possível o desenvolvimento e uso deste artefato.
Luciano Costa
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Veja a notícia:
Os presidentes dos Estados Unidos, Barack Obama, e da Rússia, Dmitry Medvedev, chegaram, nesta segunda-feira, a um acordo preliminar para a redução dos arsenais nucleares dos dois países.
O “entendimento conjunto”, assinado durante a visita de Obama a Moscou, prevê que os dois países reduzam seus arsenais de ogivas nucleares para um número inferior a 1,7 mil no prazo de sete anos após o tratado, cujos detalhes ainda serão negociados, entrar em vigor.
O novo acordo deve substituir o Tratado Estratégico de Redução de Armas (Start 1, na sigla em inglês), assinado em 1991 e que expira no próximo mês de dezembro.
O entendimento também prevê uma redução no número de mísseis nucleares e bombardeiros dos dois países.
“Sete anos após este acordo entrar em vigor e no futuro, o limite de unidades de sistemas de lançamento (mísseis e bombardeiros) deve ser entre 500 e 1,1 mil e (o limite) de ogivas deve ser entre 1,5 mil e 1.675 unidades”, diz o entendimento inicial assinado pelos dois presidentes.
Pelas regras do tratado atualmente em vigor, cada um dos países pode possuir no máximo 2,22 mil ogivas posicionadas e 1,6 mil unidades dos chamados “veículos de lançamento”.
Segundo correspondentes, no entanto, mesmo com estas reduções, tanto Rússia quanto os Estados Unidos continuariam tendo capacidade nuclear para destruírem um ao outro por diversas vezes.
Fonte: BBC Brasil

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