25.6.09

Libertem a Palestina!

Hamas rejeita condições de Israel para Estado palestino

Meshall afirma que condições propostas por Israel são um "absurdo"

O líder político exilado do grupo palestino Hamas, Khaled Meshaal, rejeitou nesta quinta-feira as condições propostas pelo primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, para a criação de um Estado palestino.

Em um discurso transmitido ao vivo pela televisão, Meshaal condenou a proposta de Netanyahu para que os palestinos reconheçam Israel como um Estado judeu. Para o líder do Hamas, o Estado palestino proposto pelo primeiro-ministro israelense "não seria mais do que uma grande prisão".

"Nós rejeitamos totalmente a posição de Israel, especialmente no que diz respeito à visão de Netanyahu sobre o Estado palestino, seus territórios e fronteiras, e a condição de desmilitarização", afirmou Meshaal. "Esse Estado, em que Netanyahu quer controlar as terras, as fronteiras marítimas e o espaço aéreo, é um absurdo."

Apesar das críticas às propostas de Israel, o líder do Hamas elogiou as atitudes recentes do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, de tentar retomar as negociações de paz.

Khaled Meshaal também manifestou apoio aos esforços para reconciliar o Hamas com a Autoridade Palestina, que é controlada pelo grupo rival Fatah e que recentemente libertou membros do Hamas como um gesto de "boa vontade".

Condições

As propostas de Netanyahu sobre o processo de paz foram apresentadas no último dia 14, durante um discurso considerado histórico.

O primeiro-ministro afirmou que Israel estaria preparado para apoiar a criação de um Estado palestino, mas somente com a condição de que seja totalmente desmilitarizado e de que os palestinos também se comprometam com o reconhecimento de Israel.

"Se nós recebermos essa garantia de desmilitarização e das medidas de segurança exigidas por Israel, e se os palestinos reconhecerem Israel como a nação do povo judeu, nós estaremos preparados para um verdadeiro acordo de paz, para alcançar uma solução de um Estado palestino desmilitarizado ao lado do Estado judeu", disse Netanyahu.

Ao apresentar as novas propostas de seu país para a paz no Oriente Médio, o primeiro-ministro disse que Israel não quer dominar os palestinos.

Segundo Netanyahu, cada lado deve ter sua própria bandeira, governo e hino nacional.
No entanto, o premiê israelense disse que um Estado palestino não deve ter um Exército, o controle de seu espaço aéreo ou maneiras de contrabandear armas. Caso contrário, disse Netanyahu, um novo Estado armado poderia emergir como o que atualmente há em Gaza - região controlada pelo Hamas.


Logo após o discurso, um porta-voz do presidente palestino, Mahmoud Abbas, disse que as palavras do primeiro-ministro israelense eram uma "sabotagem" aos esforços pela paz no Oriente Médio.

Fonte: BBC Brasil
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Ainda existe quem apoie este desrespeito ao ser humano e a vida.

A própria reportagem por si só já demonstra o que quer o Estado israelense com a criação do Estado palestino segundo as suas propostas: - Continuar com a onda de terror que ja pratica a anos contra os palestinos e continuar a mantê-los como prisineiros em sua própria terra.

Os esforços do "pacificador" Barack Obama na verdade são para que se crie um Estado de falácia, a opinião pública mundial elogie o ato, porém, nada mude com relação aos problemas naquela região.

Na minha opinião, o maior perigo para o mundo hoje são estas potências armadas, inclusive Israel que possui armamento nuclear e sempre se viu livre de sanções da ONU devido defender interesses norte-americanos no Oriente Médio.

É muita cara-de-pau dizer que uma nação possuir hino, bandeira e governo está realmente independente e liberta, é o mesmo de dizer que "votar é ser cidadão", assim como pensam muitos na sociedade, na verdade, ser cidadão é ter seus direitos respeitados e uma vida digna, o que vai além de hinos e bandeiras.

Para um Estado que recebe bilhões dos norte-americanos para manutenção de seu arsenal bélico e não move uma palha para desmilitarizar a si próprio é muito fácil criticar o mundo e é isso que faz o "clube militar" do planeta, os maiores terroristas.

Sem soberania não ha liberdade, sem liberdade não ha de fato um Estado, sem de fato a criação do Estado Palestino não ha paz.

Enquanto isso imperam as mentiras e as hipocrisias que são o combustível deste mundo.

Luciano Costa

Leia mais sobre o assunto:

http://www.lucianogeo.com/2009/06/sobre-luta-dos-palestinos-pela.html

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