30.1.12

Crescimento populacional x miséria


Os dados acima, referentes a taxa de fecundidade no Brasil revelam que a mulher brasileira que em 1970 tinha em média 5,8 filhos passou a ter em 2000 uma média de 2,3.
A taxa de crescimento da população também diminui bastante, passando de 2,48 % na década de 1970 para 1,64% entre 1991 e 2000 segundo dados do IBGE.
A alguns séculos que a humanidade discute a questão da produção de alimentos em detrimento ao crescimento da população.
Malthus, segundo o que chamamos hoje de teoria malthusiana foi um dos primeiros a fazer estimativas sobre a falta de alimentos, segundo ele, a população mundial dobraria a cada 25 anos, enquanto que a produção de alimentos não acompanharia este ritmo e teria uma progressão aritmética (2,4,6,8...).
Como era protestante, acreditava que as pessoas somente poderiam ter filhos se possuissem terras agricultáveis e a contenção do crescimento da população deveria ser por meios morais ou através de catástrofes naturais e não através de anticoncepcionais.
Malthus não estava certo, a população não dobrou a cada 25 anos e o homem através da técnica pôde aumentar a produção de alimentos na mesma área agricultável.
Depois de Malthus surgiu uma corrente chamada de Neomalthusianos, onde defendiam o uso de anticoncepcionais.
Esta teoria foi bastante aceita, principalmente pelos paises centrais e grupos dominantes que que tentam mascarar até hoje a realidade mundial e as verdadeiras causas da miséria.
Continuam dizendo que o número de população é o responsável pela miséria no mundo subdesenvolvido.
Os chamados Reformistas tem uma proposta que condiz com a raiz deste mal, ora a produção de alimentos mundial na atualidade é capaz de abastecer perfeitamente a população mundial, segundo dados atuais a população mundial é de cerca de 6,3 bilhões e a produção seria capaz de suprir perfeitamente 9 bilhões.
Porque muitos então passam fome e vivem na miséria?
Se formos ao supermercado os alimentos estão na prateleira, o grande problema é chegar até a mesa de toda a população.
O raiz do problema está na configuração da sociedade, está na sociedade de classes, na concentração de renda, na exploração do mundo subdesenvolvido, no descaso do Estado que privilegia os interesses dos grupos dominantes (que os próprios políticos fazem parte), enfim, está na forma desigual em que a sociedade se produz/reproduz no espaço.
Enquanto o estado encarar a população como estatísticas a tendencia é a situação piorar, como nos últimos anos, onde falamos tanto de modernidade, mas aumenta a concentração e as desigualdades.
Que sejamos gente, e não números, que amemos as pessoas e não as cifras!
De nada adianta controlar a natalidade sem uma reforma, ou melhor uma revolução social, pode amenizar o problema, porém, não o cortará pela raiz.
Alguns podem perguntar, o que podemos fazer? O primeiro passo está na educação e conscientização, daí o caminho é mais fácil, sem que o homem compreenda a sua posição no mundo, qualquer mudança é impossível!
Luciano Costa

2 comentários:

geralidadesdavida.net disse...

Belo texto!
Acho que Brasil deveria ter um controle de natalidade parecido com o que a China adota. Mais gente nasce mais gente passa fome.

Lega você ser de JF. Eu também sou!

Marco Antonio

Protesto disse...

Deveríamos é educar a população.
O sexo é ainda um Tabu, nem pais e nem professores conseguem transmitir a idéia da educação sexual.

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