11.5.09

Palavra da vida e livro da morte.


No livro contém muitas histórias.

Histórias de vida e histórias de morte.

Todo livro pode ser vida e todo livro pode ser morte.

A vida não é o livro mas no livro pode conter a vida.

O livro é de homens e a vida não tem folhas.

Escrito no coração é o livro da vida!

Escrito em folhas e como regra é o livro da morte!

A vida é liberdade e consciência.

A morte são cercas e normas, doutrinas e formas.

A vida é liberdade, a morte é prisão.

A morte descrimina e classifica.

Na vida não ha acepção nem submissão.

Na vida partimos o mesmo pão.

Na morte tudo é mecânico e sem razão.

Na vida tudo é feito com amor e paixão.

O livro da morte cria fantoches.

A palavra da vida nos ensina a pisar o chão e caminhar em consciência.

Quando o livro da morte vem disfarçado de vida é como um lobo revestido de cordeiro.

Que vem para matar, roubar, destruir e confundir a palavra da vida que não é de papel.

A dicotomia toma conta pelos vários interesses humanos e da mesma fonte jorram água límpida e suja.

O dom da vida vira letra de morte!

Surge a religião e a separação do pão.

As leis da letra substituem as escritas no coração.

E o bobo homem se torna vilão de sua própria existência.

Conflitos, paranóias e confusão.

E aquela paz ao alcance do coração sufocado pela letra e pela lei da maldição.

Que ouçam os ouvidos do coração que lá do fundo pede socorro e grita por liberdade.

A palavra da vida é sentida, o livro da morte é imposto!

A noiva sem mácula não é aquela do livro, mas a da graça, que é impossível aos homens, a lei e aos livros, mas é dom daquele que é a vida!

Que o casamento não seja uma desgraça, o reflexo da letra e do livro perverso, mas a imagem e a semelhança da vida que primeiro nos AMOU!

Que tenhamos discernimento.

Luciano Costa

Um comentário:

Raissa disse...

Diante do escrito nem tenho o que comentar.

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