4.5.09

Fragmentos: Estranho no próprio "ninho".

A familiaridade dos povos primitivos com o espaço é invejável, hoje o homem é um ente distante do próprio espaço que ocupa, a economia mundial tem tornado os espaços cada vez menores e menos suficientes para atender as necessidades globais de um mundo extremamente consumista, a degradação ambiental tem crescido de forma assustadora e com ela os prejuízos a saúde humana e as novas doenças do nosso tempo.

Apesar de vivermos em um mundo globalizado onde supostamente as distâncias são encurtadas e o saber é algo global, infelizmente isso não está ao alcance de todos e sim de uma minoria o que cria uma grande marginalidade pelo mundo, a produção tal como ela é vem contribuir para tornar o homem cada vez mais distante do seu trabalho e do espaço em que vive, isso porque não é o dono do espaço da produção.

A cidade utilizada como meio de produção global torna-a estranha á própria região, ficando alienada pois já não produz o seu próprio sustento, mas abastecem o mercado mundial.

As idéias são hoje pré-fabricadas, coisas literalmente enfiadas em nossa mente, até mesmo o conhecimento hoje foi mercantilizado e toda idéia antes de ser colocada em prática já não representa as coisas como elas são, mas buscam fabricar objetos para uma finalidade submetida à lei do mercado, assim, o sujeito não é enganado, mas é a própria “realidade” que vem enganar pois lhe é apresentada uma “realidade não real”.

O estudo do espaço deve ir além das formas, os que fazem uma análise apenas desse tipo são apenas “espacialistas”. O papel do geógrafo, sendo a geografia uma ciência social é analisar o espaço de acordo com sua relação com a sociedade, através dos processos sociais, das funções e das formas, estes serão denominados como “espaciólogos”.

Fonte: Fragmento de minha monografia TCC da graduação "Contrubuições do Existencialismo no Estudo do Espaço Geográfico: Um Enfoque em Sartre, 2007.

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