19.5.09

Em visita a China, Lula diz aopiar a reforma do Conselho de Segurança da ONU.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu nesta terça-feira, durante sua visita à China, a reforma do Conselho de Segurança da ONU e a inclusão de mais países em desenvolvimento como membros permanentes do órgão.

A declaração foi feita durante um discurso na inauguração do Centro de Estudos Brasileiros da Academia de Ciências Sociais da China.

Sem citar explicitamente o desejo específico do Brasil por uma cadeira permanente no Conselho de Segurança, Lula disse que a reforma tornaria o órgão "mais democrático e mais equilibrado".

"Retardar as mudanças será debilitar as próprias Nações Unidas", afirmou Lula.

A questão da reforma do Conselho de Segurança é um dos itens da pauta política da visita de Lula a Pequim, mas são remotas as chances de o Brasil conseguir um apoio explícito da China às suas propostas.

A China já é membro permanente do Conselho, ao lado de Estados Unidos, Rússia, França e Grã-Bretanha.

Apesar de apoiar a tese de reforma do órgão, a China se opõe, por questões de rivalidades regionais, à inclusão de Japão e Índia, dois dos países aliados do Brasil na postulação por novas vagas.

Fonte: BBC Brasil

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Como a própria notícia ja diz, as rivalidades regionais dos paises que são membros permanentes do Conselho de Segurança, aliados aos seus interesses particulares de continuar se beneficiando do status mundial aos paises nesta condição através do poder de veto é um entrave para a democratização da ONU, principalmente quando nos referimos ao Conselho de Segurança que é considerado o órgão mais importante desta instituição.

Em outras oportunidades ao longo da história mundial já foi proposto o aumento do número dos membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU para 10, porém, sempre esbarrou no jogo de interesses e a ganância dos atuais mebros permamentes.

No caso brasileiro, que almeja uma cadeira a fim de representar a América Latina, esbarrou nos interesses dos nossos vizinhos e rivais argentinos que não aceitam o Brasil como sendo uma potência regional, bem como nos interesses Norte-Americanos que tem como ideologia serem os únicos representantes das américas atuante como membro permanente.

Este grande clube que hoje chamamos de ONU continuará a alimentar a violência e as desigualdades mundiais já que democracia é o que menos existe e sim uma forma de alimentar o poder daqueles que estão em evidência, falo dos membros permanentes do Conselho de Segurança.

Saiba mais sobre a ONU e sua estrutura:

http://comgraca.blogspot.com/2009/04/o-papel-da-onu-no-seculo-xxi.html

Luciano Costa

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