20.5.09

"Crise", Greves e a válvula de escape.


A greve dos servidores municipais de Juiz de Fora, luta que tem como protagonistas oa professores a 21 dias paralisados e os médicos que fazem paralisação de 48h e podem a qualquer momento anunciar a greve da categoria é algo que traz grandes prejuizos para a população que utiliza estes serviços (cerca de 80% dos estudantes de JF estão na rede pública).

Quem sai mais prejudicado com tudo isso é a população que necessita destes serviços sociais básicos.

Mesmo assim eu apoio a luta dos servidores municipais já que não é de hoje que são a válvula de escape de todo e qualquer problema.

Aqueles que ja possuem os seus salários defasados a vários anos ainda são as vítimas das supostas dívidas da prefeitura anunciadas pela administração municipal.

Ora, para um prefeito que recebe quase 20 mil e um secretariado que ganha 11 mil por mês é muito fácil chegar diante dos servidores e dizer que o reajuste anual será de 0%.

E quanto as despesas que só aumentam devido a inflação?

Que tal começarmos com um exemplo de cima e fazer um belo corte nestes salários exorbitantes? Sem falar nos vários cargos criados para os cabos eleitorais do prefeito que também não recebem pouco.

Outra medida é anular os contratos fraudulentos da administração bejanista, como a do novo aterro municipal que aponta para um superfaturamento e está sendo muito debatido, inclusive na câmara municipal quanto a sua veracidade, já que foi uma contratação sem licitação.

Isto renderia alguns milhões que poderiam resolver pelo menos em partes os supostos problemas, porém, o prefeito endossa as fraudes do governo anterior e é contra a anulação de tal contrato. Da mesma forma agem alguns secretários como a Suely Reis que também atuava no governo Bejani.

Quando é que o trabalhador brasileiro terá voz e deixará de ser tratado como estrume?

Quem dera se o direito a greve se estendesse ao setor privado na prática. Mas os trabalhadores infelizmente não tem garantias nem de emprego, quem dirá ao protesto.

Assim os uisques são cultuados e não podem faltar, enquanto do outro lado muitos passam fome.

As relações trabalhistas, sejam estatutárias ou celetistas precisam de uma grande reforma urgentemente para que todas as partes interessadas possam ter direitos.

No caso dos trabalhadores, que possam ter garantia de emprego e também participação nos LUCROS e não apenas nos PREJUIZOS como acontece atualmente.

A luta não pode parar!

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Luciano Costa

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