16.3.09

Nossas castas sociais.

Sempre que começa uma nova novela é a mesma história.

A maioria das pessoas comentam os assuntos abordados como se fossem uma realidade muito distante de nós.

Outros tem na ficção a sua realidade, uma deficiência e incapacidade de fazer a leitura do mundo e do espaço vivido, muitas vezes fruto do método educacional deficitário onde os conteúdos são mais cultuados do que a formação cidadã.

Ora, cabe refletirmos acerca da geração de alienados que estamos formando e como pretendemos que seja o nosso país no futuro, o espaço de vivência dos nossos possíveis descendentes.

As novelas nos apresentam uma realidade maquiada, pobres e ricos frequentando os mesmos lugares e até as dificuldades da população são motivo de carnaval, o que se expressa claramente em uma das últimas obras em que foi mostrada uma versão deturpada e romântica sobre as favelas brasileiras.

Agora, são as castas indianas...

Muitos vêem esta realidade distante sobre a religiosidade daquele país oriental e muitas vezes não consegue enxergar nem um palmo a sua frente.

Alguns se assustam com aquela cultura, mas não enxergam a perversidade estrutural em que vivemos.

Isto veio a minha mente em um passeio no fim de semana pelo shopping.

As nossas castas, baseadas no capital, exclui a maioria da população.

Nem todos que vão ao shopping podem comprar o que lá se vende, nem mesmo os que travalham por lá e existem aqueles que nem lá podem frequentar, visto que o seu exteriótipo é uma afronta àquela seleção capitalista, enquanto isto, a casta superior se apropria dos benefícios e dos lucros.

A perversidade estrutural se faz presente, de forma ainda mais avassaladora talvez.

A mídia muitas vezes ao invés de informar e formar, confunde e o nosso próprio espaço de vivência se torna estranho.

Até mesmo a exploração se torna algo bom.

Por uma educação libertadora,

Luciano Costa

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