10.3.09

Carta: Sobre a greve dos profissionais do transporte coletivo - Por Raissa Izola

Diria que o comentário não é nem sobre o texto, mas aí vai.

Bem, sou totalmente a favor da greve desde que 30% da frota estivesse nas ruas (o que não aconteceu em um determinado período do dia) para que os outros trabalhadores, estudantes, idosos ou qualquer pessoa não fosse prejudicada.

Ontem na faculdade conversamos muito sobre esse assunto e o meu discurso foi sempre o mesmo, pois não poderia ser diferente para quem se manifestava totalmente contra os movimentos de greve; e acredite pessoas que levantam essa bandeira existem, mesmo nos cursos ditos das ciências humanas.

Pois bem, o discurso consistia em dizer que todo empregado ganha menos do que merece isso sem dúvida. Nesse caso os motoristas e cobradores que não tem feriado; final de semana; ficam sentados o dia todo colocando em risco sua saúde; lidando com gente mau-educada; em um cubículo quem mais parece um forno e ainda transportando as pessoas tendo essas vidas sob sua total responsabilidade. Como se isso não bastasse ainda correndo sérios riscos de perder os mínimos benefícios que tem. E é só por esses motivos que merecem reajuste salarial.

O problema é repassar esse ajuste pro bolso dos usuários sendo que esses sabem do lucro abusivo dos empresários. Lógico que todo empresário tem que ter seu lucro, se eu trabalhasse nesse ramo é claro que tiraria meu sustento assim. Nessa hora entra a danada da ganância que faz com que as pessoas nunca estejam satisfeitas com o que tem e sendo assim viram as costas para o que estão de certa forma negando as famílias dos seus empregados.

O único lado positivo é ver que pelo menos essa classe consegue se unir e se movimentar em prol de uma causa, ainda que em um único dia. Já imaginou cientistas sócias unidos por melhoria de salário? rsrs Pelo menos alguma coisa boa pude tirar desse lamentável dia em que tudo, mais uma vez, terminou em pizza.

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