7.1.09

A mídia e o conflito na faixa de gaza

Algumas pessoa que lêem os textos que tenho escrito nos últimos dias podem logo pensar que é uma análise tendenciosa e unilateral sobre o assunto, porém, é bom lembrar, que não são os Palestinos os intrusos naquela terra e a criação do Estado de Israel, da forma arbitrária que foi realizada foi uma grande atrocidade, sem falar nos interesses dos sionistas ainda no século XIX e no início do século XX onde a declaração de Balfour (1917), ja descorria de forma tendenciosa sobre a "ocupação do território palestino", o que ja demonstrava os reais interesses da criação de tal Estado, a ocupação de "todo o território" e não de parte do mesmo.

Abaixo, coloco um texto interessante sobre a grande mídia e o conflito.

Luciano Costa

___________________

Doze regras de redação da Grande Mídia Internacional quando a noticia é do Oriente Médio:

1) No Oriente Médio são sempre os árabes que atacam primeiro e sempre Israel que se defende. Esta defesa chama-se represália.

2) Os árabes, palestinos ou libaneses não têm o direito de matar civis. Isso se chama “terrorismo” .

3) Israel tem o direito de matar civis. Isso se chama “legitima defesa”.

4) Quando Israel mata civis em massa, as potencias ocidentais pedem que seja mais comedida. Isso se chama “Reação da Comunidade Internacional” .

5) Os palestinos e os libaneses não têm o direito de capturar soldados de Israel dentro de instalações militares com sentinelas e postos de combate. Isto se chama “Seqüestro de pessoas indefesas.”

6) Israel tem o direito de seqüestrar a qualquer hora e em qualquer lugar quantos palestinos e libaneses desejar. Atualmente são mais de 10 mil, 300 dos quais são crianças e mil são mulheres. Não é necessária qualquer prova de culpabilidade. Israel tem o direito de manter seqüestrados presos indefinidamente, mesmo que sejam autoridades eleitas democraticamente pelos palestinos. Isto se chama “Prisão de terroristas” .

7) Quando se menciona a palavra “Hezbollah”, é obrigatória a mesma frase conter a expressão “apoiado e financiado pela Síria e pelo Irã”.

8) Quando se menciona “Israel”, é proibida qualquer menção à expressão “apoiada e financiada pelos EUA”. Isto pode dar a impressão de que o conflito é desigual e que Israel não está em perigo de existência.

9) Quando se referir a Israel, são proibidas as expressões “Territórios ocupados”, “Resoluções da ONU”, “Violações dos Direitos Humanos” ou “Convenção de Genebra”.

10) Tanto os palestinos quanto os libaneses são sempre “covardes”, que se escondem entre a população civil, que “não os quer”. Se eles dormem em suas casas, com suas famílias, a isso se dá o nome de “Covardia”. Israel tem o direito de aniquilar com bombas e misseis os bairros onde eles estão dormindo. Isso se chama Ação Cirúrgica de Alta Precisão”.

11) Os israelenses falam melhor o inglês, o francês, o espanhol e o português que os árabes. Por isso eles e os que os apóiam devem ser mais entrevistados e ter mais oportunidades do que os árabes para explicar as presentes Regras de Redação (de 1 a 10) ao grande público. Isso se chama “Neutralidade jornalística” .

12) Todas as pessoas que não estão de acordo com as Regras de Redação acima expostas são “Terroristas anti-semitas de Alta Periculosidade”.

OBS.: Texto, enviado por leitor ao Blog da Carta Maior (http://www.cartamaior.com.br/)

Nenhum comentário:

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...